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11ª Cavalgada do Cavalo Pantaneiro percorre fazendas do pantanal e revela que o gosto pelas tradições não se perdeu

Estima-se que entre 25 e 30 mil cavalos formem o plantel desta raça distribuída nos estados de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, e no chaco paraguaio.

Mais de 400 cavaleiros participaram desta etapa da 11ª edição da Cavalgada do Cavalo Pantaneiro

Mais de 400 cavaleiros participaram desta etapa da 11ª edição da Cavalgada do Cavalo Pantaneiro

À sombra de centenários tarumeiros, dezenas de cavaleiros e amazonas aninhavam-se para repousar após exaustiva jornada pela imensidão do Pantanal Mato-grossense. Sábado, 12 de novembro, a Cavalgada do Cavalo Pantaneiro cumpriu sua primeira etapa, percorrendo a distância entre as fazendas Santa Catarina e São Matias, na região do Pixaim.

Ali, protegidos do inclemente sol do meio-dia, eles aguardavam alegremente a hora do almoço. Aproveitavam para descansar, dar banho em suas montarias e trocar uns ‘dedinhos de prosa’.

Os mais velhos falavam de lendas e contavam casos que se perderam no tempo e na poeira do tropel dos cavalos que cortavam a maior planície alagada do planeta, como meio mais veloz de transporte.

“De carro de boi a gente levava até cinco dias da fazenda de minha família até Cuiabá. Mas, a cavalo, eram três ou quatro dias de viagem”, recorda Vera Falcão que, na década de 1960, estudava no Colégio Coração de Jesus, na Capital. “Passava todo o período de férias no Pantanal. Aquilo sim que era vida”, arremata, com emoção.

Neste clima de nostalgia e resgate das velhas tradições, o município de Poconé assistiu à realização da 11ª edição da Cavalgada do Cavalo Pantaneiro, promovida pelos criadores da espécie.

“Temos dois objetivos com a realização deste evento: primeiro demonstrar a rusticidade de nossa montaria e, depois, apresentar as belezas naturais de nossa região”, destaca Joaquim Proença, presidente da Associação Brasileira de Criadores de Cavalo Pantaneiro.

“Houve uma marcha de montarias que saiu daqui de Mato Grosso rumo a Brasília. Só o cavalo pantaneiro conseguiu chegar ao destino, os outros pararam pelo caminho. E olha que nosso cavalo foi e voltou”, recorda com orgulho Mônica Dorileo.

Na 11ª Cavalgada, os animais percorreram mais de 20 quilômetros, nos dois dias da trilha. É notória a resistência desta espécie, criada em condições muito especiais no Pantanal.

Estima-se que entre 25 e 30 mil cavalos formem o plantel desta raça distribuída nos estados de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, e no chaco paraguaio.

Mas, curiosamente, são os jovens os maiores entusiastas do passeio eqüestre. Cerca de 400 peões e amazonas cavalgaram dois dias em busca do prazer de desfrutar de belas paisagens e da aventura de refazer a caminhada das velhas comitivas boiadeiras. “O pantaneiro sabe viver os ciclos da natureza. Desde muito cedo ele aprende que tem que se adaptar ao meio ambiente”, ensina o prefeito poconeano Tico de Arlindo. “Por isso mesmo, a rapaziada faz questão de participar, de mostrar que traz no sangue o respeito pela história de seus antepassados”.

Fonte: Diário de Cuiabá (imagem: JL Siqueira)

11ª Cavalgada do Cavalo Pantaneiro percorre fazendas do pantanal e revela que o gosto pelas tradições não se perdeu

17/11/2011

À sombra de centenários tarumeiros, dezenas de cavaleiros e amazonas aninhavam-se para repousar após exaustiva jornada pela imensidão do Pantanal Mato-grossense. Sábado, 12 de novembro, a Cavalgada do Cavalo Pantaneiro cumpriu sua primeira etapa, percorrendo a distância entre as fazendas Santa Catarina e São Matias, na região do Pixaim.

Ali, protegidos do inclemente sol do meio-dia, eles aguardavam alegremente a hora do almoço. Aproveitavam para descansar, dar banho em suas montarias e trocar uns ‘dedinhos de prosa’.

Os mais velhos falavam de lendas e contavam casos que se perderam no tempo e na poeira do tropel dos cavalos que cortavam a maior planície alagada do planeta, como meio mais veloz de transporte.

“De carro de boi a gente levava até cinco dias da fazenda de minha família até Cuiabá. Mas, a cavalo, eram três ou quatro dias de viagem”, recorda Vera Falcão que, na década de 1960, estudava no Colégio Coração de Jesus, na Capital. “Passava todo o período de férias no Pantanal. Aquilo sim que era vida”, arremata, com emoção.

Neste clima de nostalgia e resgate das velhas tradições, o município de Poconé assistiu à realização da 11ª edição da Cavalgada do Cavalo Pantaneiro, promovida pelos criadores da espécie.

“Temos dois objetivos com a realização deste evento: primeiro demonstrar a rusticidade de nossa montaria e, depois, apresentar as belezas naturais de nossa região”, destaca Joaquim Proença, presidente da Associação Brasileira de Criadores de Cavalo Pantaneiro.

“Houve uma marcha de montarias que saiu daqui de Mato Grosso rumo a Brasília. Só o cavalo pantaneiro conseguiu chegar ao destino, os outros pararam pelo caminho. E olha que nosso cavalo foi e voltou”, recorda com orgulho Mônica Dorileo.

Na 11ª Cavalgada, os animais percorreram mais de 20 quilômetros, nos dois dias da trilha. É notória a resistência desta espécie, criada em condições muito especiais no Pantanal.

Estima-se que entre 25 e 30 mil cavalos formem o plantel desta raça distribuída nos estados de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, e no chaco paraguaio.

Mas, curiosamente, são os jovens os maiores entusiastas do passeio eqüestre. Cerca de 400 peões e amazonas cavalgaram dois dias em busca do prazer de desfrutar de belas paisagens e da aventura de refazer a caminhada das velhas comitivas boiadeiras. “O pantaneiro sabe viver os ciclos da natureza. Desde muito cedo ele aprende que tem que se adaptar ao meio ambiente”, ensina o prefeito poconeano Tico de Arlindo. “Por isso mesmo, a rapaziada faz questão de participar, de mostrar que traz no sangue o respeito pela história de seus antepassados”.

Mais de 400 cavaleiros participaram desta etapa da 11ª edição da Cavalgada do Cavalo Pantaneiro

Jornal do Rodeio

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