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Peões, os protagonistas 'escondidos' da ExpoLondrina

O ofício de tratador é uma grande responsabilidade, pois o peão tem que zelar pelo patrimônio do patrão

Imagem: Jean Carneiro, SXC

Imagem: Jean Carneiro, SXC

Três e meia da madrugada. Esse é o horário que Vagner Felipe Souza Santos, ou Vaginho, acorda para inciar seu dia de trabalho. Com apenas 20 anos de idade, poderia estar voltando de uma "balada", mas a opção pela profissão de tratador não permite, mas isso não o incomoda. Apesar da pouca idade, já tem dez anos de profissão. O gosto pelo trabalho veio do seu pai Valdomiro - ou como todos chamam - Miro, 45 anos, que também é tratador, há mais de 25 anos. Vaguinho começou a viajar com o pai e criou gosto pela atividade. 
Em outro pavilhão da Expo Londrina, Fabiano, 18 anos, trabalha durante a noite cuidando do gado. Residente em Campo Grande, MS. Com apenas nove anos de idade, saiu de casa em Campo Grande (MS) para visitar a avó em Dionísio Cerqueira (SC), conheceu a profissão de tratador na fazendo de um conhecido na cidade de Capanema, sudoeste do Paraná. Iniciou o ofício com 12 anos, depois que sua mãe fez uma carta autorizando o menino trabalhar. 
No ano passado foi conhecer o trabalho na área de colheitas, mas após 11 meses de atividade, viu que seu lugar era perto dos animais, pois o seu amor é muito grande por eles. "Você tem que conhecer e respeitá-lo para que ele faça a mesma coisa contigo", fala Fabiano com os olhos verdes radiantes ao se referir ao gado. 
A rotina não é fácil, pois além de todos os cuidados com o gado, tem que lavar, passar, cozinhar, pegar estrada, dormir me barracas, dividir banheiro e a saudade de casa. Em um mês. viajam em média de 20 dias ou mais, trabalhando pelas feiras agropecuárias do Brasil. 
Para tornar um pavilhão de exposição um pedacinho de casa, a criatividade é grande. TVs, vídeo game, rádio companheiro, vilão, rodas de conversa com muitas risadas e sorrisos sinceros. 
O ofício de tratador é uma grande responsabilidade, pois o peão tem que zelar pelo patrimônio do patrão. Os animais são caros e se não receberem os cuidados corretos, adoecem e o dinheiro investido se perde. "Nosso trabalho é de grande responsabilidade, pois cuidamos de animais que custam mais de 1 milhão de reais", diz seu Miro. 
As principais atividades de um tratator são: banho caprichado com direito a muita espuma e condicionador, repelente de mosquistos, toalete (depilar barba, orelhas e rabo, lixar o chipe e passar óleo), manejo do gado para exposição, alimentação, remédios, apresentação para julgamento e leilão, saber explicar curiosidade e dúvidas dos visitantes de exposições. Resumindo: sem eles, nada de feira.
Três e meia da madrugada. Esse é o horário que Vagner Felipe Souza Santos, ou Vaginho, acorda para inciar seu dia de trabalho. Com apenas 20 anos de idade, poderia estar voltando de uma "balada", mas a opção pela profissão de tratador não permite, mas isso não o incomoda. Apesar da pouca idade, já tem dez anos de profissão. O gosto pelo trabalho veio do seu pai Valdomiro - ou como todos chamam - Miro, 45 anos, que também é tratador, há mais de 25 anos. Vaguinho começou a viajar com o pai e criou gosto pela atividade. 

Em outro pavilhão da Expo Londrina, Fabiano, 18 anos, trabalha durante a noite cuidando do gado. Residente em Campo Grande, MS. Com apenas nove anos de idade, saiu de casa em Campo Grande (MS) para visitar a avó em Dionísio Cerqueira (SC), conheceu a profissão de tratador na fazendo de um conhecido na cidade de Capanema, sudoeste do Paraná. Iniciou o ofício com 12 anos, depois que sua mãe fez uma carta autorizando o menino trabalhar. 

No ano passado foi conhecer o trabalho na área de colheitas, mas após 11 meses de atividade, viu que seu lugar era perto dos animais, pois o seu amor é muito grande por eles. "Você tem que conhecer e respeitá-lo para que ele faça a mesma coisa contigo", fala Fabiano com os olhos verdes radiantes ao se referir ao gado. 

A rotina não é fácil, pois além de todos os cuidados com o gado, tem que lavar, passar, cozinhar, pegar estrada, dormir me barracas, dividir banheiro e a saudade de casa. Em um mês. viajam em média de 20 dias ou mais, trabalhando pelas feiras agropecuárias do Brasil. 

Para tornar um pavilhão de exposição um pedacinho de casa, a criatividade é grande. TVs, vídeo game, rádio companheiro, vilão, rodas de conversa com muitas risadas e sorrisos sinceros. 

O ofício de tratador é uma grande responsabilidade, pois o peão tem que zelar pelo patrimônio do patrão. Os animais são caros e se não receberem os cuidados corretos, adoecem e o dinheiro investido se perde. "Nosso trabalho é de grande responsabilidade, pois cuidamos de animais que custam mais de 1 milhão de reais", diz seu Miro. 

As principais atividades de um tratator são: banho caprichado com direito a muita espuma e condicionador, repelente de mosquistos, toalete (depilar barba, orelhas e rabo, lixar o chipe e passar óleo), manejo do gado para exposição, alimentação, remédios, apresentação para julgamento e leilão, saber explicar curiosidade e dúvidas dos visitantes de exposições. Resumindo: sem eles, nada de feira.

Fonte: Equipe Folha, escrita por Olga Leiria

Peões, os protagonistas 'escondidos' da ExpoLondrina

18/04/2012

Três e meia da madrugada. Esse é o horário que Vagner Felipe Souza Santos, ou Vaginho, acorda para inciar seu dia de trabalho. Com apenas 20 anos de idade, poderia estar voltando de uma "balada", mas a opção pela profissão de tratador não permite, mas isso não o incomoda. Apesar da pouca idade, já tem dez anos de profissão. O gosto pelo trabalho veio do seu pai Valdomiro - ou como todos chamam - Miro, 45 anos, que também é tratador, há mais de 25 anos. Vaguinho começou a viajar com o pai e criou gosto pela atividade. 
Em outro pavilhão da Expo Londrina, Fabiano, 18 anos, trabalha durante a noite cuidando do gado. Residente em Campo Grande, MS. Com apenas nove anos de idade, saiu de casa em Campo Grande (MS) para visitar a avó em Dionísio Cerqueira (SC), conheceu a profissão de tratador na fazendo de um conhecido na cidade de Capanema, sudoeste do Paraná. Iniciou o ofício com 12 anos, depois que sua mãe fez uma carta autorizando o menino trabalhar. 
No ano passado foi conhecer o trabalho na área de colheitas, mas após 11 meses de atividade, viu que seu lugar era perto dos animais, pois o seu amor é muito grande por eles. "Você tem que conhecer e respeitá-lo para que ele faça a mesma coisa contigo", fala Fabiano com os olhos verdes radiantes ao se referir ao gado. 
A rotina não é fácil, pois além de todos os cuidados com o gado, tem que lavar, passar, cozinhar, pegar estrada, dormir me barracas, dividir banheiro e a saudade de casa. Em um mês. viajam em média de 20 dias ou mais, trabalhando pelas feiras agropecuárias do Brasil. 
Para tornar um pavilhão de exposição um pedacinho de casa, a criatividade é grande. TVs, vídeo game, rádio companheiro, vilão, rodas de conversa com muitas risadas e sorrisos sinceros. 
O ofício de tratador é uma grande responsabilidade, pois o peão tem que zelar pelo patrimônio do patrão. Os animais são caros e se não receberem os cuidados corretos, adoecem e o dinheiro investido se perde. "Nosso trabalho é de grande responsabilidade, pois cuidamos de animais que custam mais de 1 milhão de reais", diz seu Miro. 
As principais atividades de um tratator são: banho caprichado com direito a muita espuma e condicionador, repelente de mosquistos, toalete (depilar barba, orelhas e rabo, lixar o chipe e passar óleo), manejo do gado para exposição, alimentação, remédios, apresentação para julgamento e leilão, saber explicar curiosidade e dúvidas dos visitantes de exposições. Resumindo: sem eles, nada de feira.
Três e meia da madrugada. Esse é o horário que Vagner Felipe Souza Santos, ou Vaginho, acorda para inciar seu dia de trabalho. Com apenas 20 anos de idade, poderia estar voltando de uma "balada", mas a opção pela profissão de tratador não permite, mas isso não o incomoda. Apesar da pouca idade, já tem dez anos de profissão. O gosto pelo trabalho veio do seu pai Valdomiro - ou como todos chamam - Miro, 45 anos, que também é tratador, há mais de 25 anos. Vaguinho começou a viajar com o pai e criou gosto pela atividade. 

Em outro pavilhão da Expo Londrina, Fabiano, 18 anos, trabalha durante a noite cuidando do gado. Residente em Campo Grande, MS. Com apenas nove anos de idade, saiu de casa em Campo Grande (MS) para visitar a avó em Dionísio Cerqueira (SC), conheceu a profissão de tratador na fazendo de um conhecido na cidade de Capanema, sudoeste do Paraná. Iniciou o ofício com 12 anos, depois que sua mãe fez uma carta autorizando o menino trabalhar. 

No ano passado foi conhecer o trabalho na área de colheitas, mas após 11 meses de atividade, viu que seu lugar era perto dos animais, pois o seu amor é muito grande por eles. "Você tem que conhecer e respeitá-lo para que ele faça a mesma coisa contigo", fala Fabiano com os olhos verdes radiantes ao se referir ao gado. 

A rotina não é fácil, pois além de todos os cuidados com o gado, tem que lavar, passar, cozinhar, pegar estrada, dormir me barracas, dividir banheiro e a saudade de casa. Em um mês. viajam em média de 20 dias ou mais, trabalhando pelas feiras agropecuárias do Brasil. 

Para tornar um pavilhão de exposição um pedacinho de casa, a criatividade é grande. TVs, vídeo game, rádio companheiro, vilão, rodas de conversa com muitas risadas e sorrisos sinceros. 

O ofício de tratador é uma grande responsabilidade, pois o peão tem que zelar pelo patrimônio do patrão. Os animais são caros e se não receberem os cuidados corretos, adoecem e o dinheiro investido se perde. "Nosso trabalho é de grande responsabilidade, pois cuidamos de animais que custam mais de 1 milhão de reais", diz seu Miro. 

As principais atividades de um tratator são: banho caprichado com direito a muita espuma e condicionador, repelente de mosquistos, toalete (depilar barba, orelhas e rabo, lixar o chipe e passar óleo), manejo do gado para exposição, alimentação, remédios, apresentação para julgamento e leilão, saber explicar curiosidade e dúvidas dos visitantes de exposições. Resumindo: sem eles, nada de feira.

Imagem: Jean Carneiro, SXC

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