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Vivendo a cultura pantaneira

O homem pantaneiro orgulhoso de sua cultura, está sempre à disposição para uma prosa

Imagem retirada de http://www.violashow.com.br/noticias/cultura/2019/05/29/vivendo-a-cultura-pantaneira.html#.XPZXkv6nfcc

Imagem retirada de http://www.violashow.com.br/noticias/cultura/2019/05/29/vivendo-a-cultura-pantaneira.html#.XPZXkv6nfcc

Cavalgar no Pantanal é viver uma grande experiência num dos lugares com maior diversidade de fauna e flora do mundo. Nessa viagem tive oportunidade de conhecer e vivenciar a cultura do homem pantaneiro.

Uma cultura formada por gente simples, que aprendeu a conhecer o movimento das secas e das enchentes do Pantanal.

O homem pantaneiro orgulhoso de sua cultura, está sempre à disposição para uma prosa, para contar causos e dividir suas experiências. Ele tem em sua formação a presença forte do índio e do vizinho Paraguai.

Vive na natureza com o elemento água determinando um estilo de vida duro. O acesso difícil e as distâncias fizeram o Pantaneiro se acostumar com o isolamento e à solidão, só quebrada quando ele participa do manejo com o gado ou quando vai a festas nas fazendas vizinhas.

Já estive diversas vezes no Pantanal, desta vez fui para ficar acompanhando os peões pantaneiros em sua lida com o gado numa das mais tradicionais fazendas do Pantanal sul.

Localizada na região da Nhecolândia, no coração do Pantanal, as margens da Vazante do Castelo, a fazenda foi fundada em 1940 e atualmente tem 15 mil hectares. O casal de excelentes anfitriões Dóio e Rita são os atuais responsáveis pela propriedade, aonde além das atividades de pecuária extensiva (mais de 4 mil cabeças) criam cavalos pantaneiros.

No Pantanal o ritmo das atividades é ditado pela natureza, isso não impede que na pecuária sejam observados todos os manejos necessários. Ao longo do tempo eles foram ajustados para serem executados em harmonia com o balanço energético e a sustentabilidade da região.

Interessante observar que são 270 anos de atividade sustentável. Como bem disse a pesquisadora Raquel Soares tudo está integrado na planície do Pantanal.

Desde o nascer do sol, passando pelos animais que proliferam a vida até as chuvas que escurecem o céu, está tudo em harmonia e nada indica que será diferente. A natureza quebra quaisquer barreiras usando as águas como braço forte.

Cada época do ano existe diferentes tarefas a serem realizadas no manejo com o gado e existem os imprevistos pois o gado nelore é conhecido por seu temperamento forte. Tive oportunidade de apartação de bezerros e mudar gado de invernada.

Ao longo do dia nas paradas sempre teve a roda de 'Tereré', bebida típica da região e no almoço comemos a 'matula' no campo junto com os peões.

No final do dia depois de acompanhar o ritmo pesado de trabalho, na sede da fazenda me esperavam boas acomodações e a excelente comida típica do Pantanal, com destaque para o caldo de piranha e peixe dos rios do Pantanal.

Foram dias intensos em que pude vivenciar um pouco da cultura do homem pantaneiro, passar por trilhas que invadem a vegetação nativa, passar em áreas alagadas, salinas e corixos (braços de rio) na vazante.

Entre as incríveis experiências também destaco o avistamento de animais como tamanduás, veados campeiros e mateiro, porco-monteiro, queixadas, macaco-bugio, capivaras, e centenas de aves como as araras (azul, amarela e vermelha), tuiuiús, tucanos e várias outras. Sem contar com os jacarés que estão por todo lado.

Fonte: ViolaShow, com informações do Cavalus

Vivendo a cultura pantaneira

04/06/2019

Cavalgar no Pantanal é viver uma grande experiência num dos lugares com maior diversidade de fauna e flora do mundo. Nessa viagem tive oportunidade de conhecer e vivenciar a cultura do homem pantaneiro.

Uma cultura formada por gente simples, que aprendeu a conhecer o movimento das secas e das enchentes do Pantanal.

O homem pantaneiro orgulhoso de sua cultura, está sempre à disposição para uma prosa, para contar causos e dividir suas experiências. Ele tem em sua formação a presença forte do índio e do vizinho Paraguai.

Vive na natureza com o elemento água determinando um estilo de vida duro. O acesso difícil e as distâncias fizeram o Pantaneiro se acostumar com o isolamento e à solidão, só quebrada quando ele participa do manejo com o gado ou quando vai a festas nas fazendas vizinhas.

Já estive diversas vezes no Pantanal, desta vez fui para ficar acompanhando os peões pantaneiros em sua lida com o gado numa das mais tradicionais fazendas do Pantanal sul.

Localizada na região da Nhecolândia, no coração do Pantanal, as margens da Vazante do Castelo, a fazenda foi fundada em 1940 e atualmente tem 15 mil hectares. O casal de excelentes anfitriões Dóio e Rita são os atuais responsáveis pela propriedade, aonde além das atividades de pecuária extensiva (mais de 4 mil cabeças) criam cavalos pantaneiros.

No Pantanal o ritmo das atividades é ditado pela natureza, isso não impede que na pecuária sejam observados todos os manejos necessários. Ao longo do tempo eles foram ajustados para serem executados em harmonia com o balanço energético e a sustentabilidade da região.

Interessante observar que são 270 anos de atividade sustentável. Como bem disse a pesquisadora Raquel Soares tudo está integrado na planície do Pantanal.

Desde o nascer do sol, passando pelos animais que proliferam a vida até as chuvas que escurecem o céu, está tudo em harmonia e nada indica que será diferente. A natureza quebra quaisquer barreiras usando as águas como braço forte.

Cada época do ano existe diferentes tarefas a serem realizadas no manejo com o gado e existem os imprevistos pois o gado nelore é conhecido por seu temperamento forte. Tive oportunidade de apartação de bezerros e mudar gado de invernada.

Ao longo do dia nas paradas sempre teve a roda de 'Tereré', bebida típica da região e no almoço comemos a 'matula' no campo junto com os peões.

No final do dia depois de acompanhar o ritmo pesado de trabalho, na sede da fazenda me esperavam boas acomodações e a excelente comida típica do Pantanal, com destaque para o caldo de piranha e peixe dos rios do Pantanal.

Foram dias intensos em que pude vivenciar um pouco da cultura do homem pantaneiro, passar por trilhas que invadem a vegetação nativa, passar em áreas alagadas, salinas e corixos (braços de rio) na vazante.

Entre as incríveis experiências também destaco o avistamento de animais como tamanduás, veados campeiros e mateiro, porco-monteiro, queixadas, macaco-bugio, capivaras, e centenas de aves como as araras (azul, amarela e vermelha), tuiuiús, tucanos e várias outras. Sem contar com os jacarés que estão por todo lado.

Imagem retirada de http://www.violashow.com.br/noticias/cultura/2019/05/29/vivendo-a-cultura-pantaneira.html#.XPZXkv6nfcc

Jornal do Rodeio

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